
Botafogo, vindo de derrota e empate contra pequenos, versus Fluminense, 10 gols marcados nos ultimos dois jogos, goleada no Flamengo.
É claro que o Flu era favorito. Mas o Fogão, depois de vencer o Vasco e garantir vaga nas semis, havia poupado jogadores na reta final, o que justifica os maus resultados. Eu estava tranquilo, portanto. E tranqüila foi nossa vitória. O estrelado tricolor provou mais uma vez que favoritismo em clássico é roubada.
O escrete pó-de-arroz teve muito mais posse de bola, mas pouca objetividade. O contrário do alvinegro, que jogou só nos contra-ataques e ameaçou muito mais a meta de Fernando Henrique do que o adversário a de Castillo. Se quiserem imaginar como foi o jogo, pensem na decisão da última Copa América, quando o Brasil B de Dunga desbancou a poderosa Argentina.
A impressão é que este Botafogo reformulado é mais consistente do que o do ano passado. O time de 2007 não teria segurado com tanta tranqüilidade o 1 a 0 e ainda ampliado o placar no final. Não houve alteração no padrão de jogo nem com as saídas por contusão de Zé Carlos (primeiro tempo) e de Jorge Henrique (segundo). Ou tampouco quando passou a jogar com menos um, após Triguinho ser expulso estupidamente.
A marcação foi perfeita. O quarto-zagueiro argentino Ferrero e o volante Diguinho anularam, respectivamente, Washington e Thiago Neves. Aliás, o 10 das laranjeiras ficou tão descontrolado que sapecou uma cotovelada em seu marcador.
Assim como no confronto com o Vasco, Diguinho foi o melhor do time, a ponto de nós outros botafoguenses não sentirmos falta de Leandro Guerreiro. Túlio é outro que vive fase iluminada. Quando Guerreiro voltar de contusão, Cuca vai contar com três dos melhores volantes do futebol brasileiro fácil.
O Botafogo controlou o jogo o tempo todo. Foi uma luta que já estava ganha por pontos e, quando ninguém mais esperava, veio um nocaute no último round.