domingo, 2 de março de 2008

O clássico que não quer ter fim

A final da Taça Guanabara não teria dado tanto o que falar se não fosse por um personagem: Souza. O dono da camisa 9 rubro-negra foi o responsável pela confusão que levou à sua expulsão e a de Zé Carlos, quando em vez de comemorar o gol de seu time, preferiu ir tomar a bola das mãos de Castillo. Já na quarta-feira, em jogo pela Libertadores, provocou os alvinegros com a comemoração "chororô".
Sem o carisma de Obina ou o talento de Diego Tardelli, autor do golaço do título, só restava a Souza criar esse tipo de polêmica para ser lembrado pela mídia e cair nas graças da torcida. Alguém tem dúvidas que ele conseguiu?

A provocação encontrou eco na irreverente massa rubro-negra, que parodiou uma música cantada pelos botafoguenses. E os alvinegros, por sua vez, não tardaram a revidar.

A letra original:

E ninguém cala
Esse nosso amor!
E é por isso
Que eu canto assim
É por ti Fogoooo!


A paródia:

E ninguém cala
Esse chororô!
Chora o presidente
Chora o time todo
Chora o torcedor!


A paródia da paródia:

E ninguém pára
Urubu ladrão!
Rouba o presidente
Assalta o torcedor
Juiz mete a mão!



O fato de as manchetes esportivas até agora darem espaço a um jogo ocorrido há cinco dias comprova o interesse pelo campeonato carioca, contrastando com um paulista capenga onde os grandes não têm tido vez.
Pra mim isso é reflexo de uma situação que tenho observado desde o ano passado: uma lenta porém constante recuperação dos times do Rio, que já não ficam devendo tanto assim aos paulistas. À parte o incontestável sucesso do São Paulo, o mau desempenho do Santos esse ano e o rebaixamento do Corinthians pra Série B dão força à minha tese.
Comparando: Em 2007 o São Paulo foi campeão brasileiro e o Santos, vice; em compensação, o Timão foi degolado. Já o Flu levou a Copa do Brasil e o Fla se classificou pra Libertadores. Ou seja, empate nas vagas.
E em 2008, não sei não, ou os paulistas tomam jeito ou vão tomar uma virada.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Lágrimas de CRÉUcodilo

Botafogo. Um time que, no ano passado, liderou boa parte do primeiro turno do Brasileirão e no final ficou apenas em 9º. Um time que tem fama de chorão. Há muito tempo venho chamando o Botafogo de cavalo paraguaio. E não é por menos. Mais uma vez o Glorioso morre na beira da praia. E pior: mais uma vez chora aos quatro cantos sua derrota. O Botafogo é um time de bebê chorões. Da comissão técnica (que deu seu “showzinho” de “pede pra sair”) ao goleiro.
É um time vergonhoso. Sempre que perde, alguém pede pra sair (da outra vez foi Cuca), e colocam a culpa sempre no árbitro. E choram esperneando. Alguém precisa avisar que os outros times não ficarão com peninha.

Copa do Brasil 2008

O Internacional não tomou nem conhecimento no Nacional de Patos. Meteu quatro gols e pronto. Nem jogo de volta vai ter.

Já o Coruripe de Alagoas, O Hulk, meteu 4 gols no Juventus de Vampeta, que já pisou em solo alagoano cantando vitória e dizendo que só existiria um jogo. Coisas de Vampeta. Se ele fosse jogador do Botafogo, estaria chorando agora.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Teria sido a tragédia tão trágica assim?

24 horas depois, eu poderia falar sobre muita coisa que rolou antes e depois desse que foi um dos melhores jogos que já vi. Sem medo de exagerar, não há nenhum clássico no mundo que tenha rendido confrontos tão épicos como têm sido os embates Botafogo x Flamengo. A ponto de o prazer de ver o espetáculo ter compensado a dor por mais essa derrota...
Poderia falar dos erros de arbitragem, das confusões, da superação do Botafogo, que quase segurou o Flamengo mesmo tendo perdido seus dois homens de criação, da renúncia (ou não) de Bebeto, do choro dos jogadores... Só pra listar, como vocês vêem, dá trabalho.
Pra não cansar o leitor, até porque eu não iria dizer nada que já não foi dito, prefiro me concentrar no que me realmente preocupa. O Botafogo superdimensionou demais essa derrota. O que foi perdido, sejamos objetivos, foi apenas o primeiro turno do campeonato carioca.
O time, mesmo com as constantes faltas marcadas contra, várias cavadas, por sinal, pouco sofria com a pressão do Flamengo (aliás, quem disse que o Botafogo recuou no segundo tempo ou não tinha o que falar ou não viu o jogo, já que as melhores chances criadas pelo Rubro-negro surgiram no primeiro tempo). O time de Cuca cozinhava o jogo em banho-maria do mesmo jeito como fizera contra o Flu, até acontecer o lance cabal do Pênalti, que houve, como também houve várias decisões discutíveis que prejudicaram o Botafogo, como o recuo para Bruno no início do jogo. Mas eu não quero falar de arbitragem.
Falar de arbitragem, aliás, é uma das coisas que têm prejudicado o Glorioso desde o ano passado. Se Ana Paula ajudou a classificar o Figueirense pra final da Copa do Brasil, Carlos Eugênio Simon ajudou o Botafogo ao não marcar um pênalti a favor do Atlético, nas quartas.
Os jogadores, a torcida, a comissão técnica e a diretoria precisam parar de chorar por causa de juiz ou porque não ganha do Flamengo. Bom o time mostrou que é. Só precisa deixar de ser seqüelado.
O maior adversário do Botafogo tem sido ele mesmo. Pra ganhar alguma coisa, é preciso aprender a perder.