Tudo bem que o título foi uma mamata, mas na disputa pelas vagas na Libertadores e pra fugir do inferno há boas brigas e algumas surpresas. O Flamengo, numa reação inesquecível, saiu do rebaixamento (dado como certo por muitos) para o G4. Surpresa 1: um time carioca que vai disputar a Copa Toyota sem precisar da Copa do Brasil! E o mengão ainda pode ser vice-campeão...
Passemos à próxima: dos três nordestinos, apenas um cairá. E a maior de todas as zebras: poderemos ter um clube grande (e, vejam só, não é um grande do Rio!) amargando a B em 2008.
A posição em que tivemos as melhores surpresas (e as piores, para o Botafogo) foi sem dúvida a de goleiro. Tirando o São Paulo-Midas, boa parte dos times só puderam se orgulhar de seus guarda-metas. Desde Washington, em 2004, não vemos um grande goleador em ação durante um campeonato inteiro. Em compensação os goleiros têm ganho cada vez mais status de ídolos no país que ficou conhecido pela qualidade dos homens de frente.
Vamos analisar mais de perto os três melhores goleiros do campeonato:
Ceni, o mito - Além de completo e seguro sob as traves, o são-paulino faz gol e arma jogadas. Hors Concours.
Bruno, o mineirinho - O arqueiro revelado no Galo faz defesas cinematográficas como quem empurra bêbado de ladeira. Repare como o meu xará parece não fazer o menor esforço em campo. Como bom mineiro, é um agarra-quieto.
Felipe, o herói – É o que tem tido mais destaque. Em parte, por ser o mais exigido dos três, já que São Paulo e Flamengo sofrem bem menos apuros que o outrora Timão. Em parte, porque é o único jogador regular no Corinthians além do não menos heróico Finazzi. Mas, antes de tudo, Felipe é fenomenal e ponto final.
Grêmio campeão de tudo?
Há 6 anos