É um lugar-comum fodido e também uma verdade incontestável: há coisas que só acontecem com o Botafogo.
Por exemplo, quando o alvinegro enfrentou o Fluminense, pela primeira fase da Sul-Americana no ano passado, o bandeirinha Hilton Moutinho não invalidou um gol de Marcão, impedido, nos acréscimos, o que levou a partida para a decisão por pênaltis, onde o tricolor levou a melhor. Na final do último campeonato carioca, o mesmo Hilton Moutinho viu uma irregularidade num gol legal de Dodô, o que levou, além da expulsão do jogador, a nova decisão por pênaltis, onde o Flamengo levou a melhor.
No meio da semana, depois de uma arbitragem que viu impedimentos do Botafogo onde não havia, que não viu uma falta sobre o zagueiro Juninho que levaria ao segundo gol do São Paulo em seguida, seria lógico pensar: "Porra, agora contra o Figueirense vão descontar e roubar pro Botafogo...". Ou, pelo menos, que não fosse prejudicado pela segunda vez em quatro dias. Mas o que é lógico com o Botafogo?
Não que eu esteja dizendo que é justo compensar um roubo com uma ajuda. Eu sempre vou defender uma arbitragem justa. Mas tem como não ficar puto com um impedimento descarado como foi aquele gol do Figueira!?
Quando você junta esses erros com um elenco limitado e com o desequilíbrio emocional causado pelo doping de Dodô, o afastamento do ex-ídolo Zé Roberto e a disparada do São Paulo, fica muito complicado acompanhar o líder. Quase impossível, eu diria.
No dia em que Ana Paula não fez falta ao Figueirense, o botafoguense definitivamente esperava melhor sorte no aniversário de 103 anos do Glorioso.
Grêmio campeão de tudo?
Há 7 anos