sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Futebol e cinema são duas coisas que casam muito bem. "Soberano", filme sobre os seis títulos brasileiros do São Paulo, é minha segunda experiência com futebol no cinema, o que é melhor ainda ("Boleiros", de Ugo Giorgetti, por exemplo, é ótimo, mas eu não vi em tela grande). Bem que podiam transmitir jogos ao vivo nos cinemas, como já fazem com shows de Rock. Eu iria fácil.

Na minha sessão, havia cerca de duas pessoas para cada título do São Paulo, ou seja, umas doze. Entre eles, um pai doutrinando o filho, explicando coisas como "esse é o Telê, ele já morreu..."

O melhor do documentário é a vibe Canal 100, com as imagens e os aúdios - locuções de rádio de Fiori Gigliotti, Osmar Santos e outros monstros - de arquivo dos primeiros triunfos tricolores, em 1978 e 1986.

Depois fica mais chato, e a culpa nem é dos diretores/roteiristas, coitados, mas sim do regulamento, que criou os pontos corridos e decepou 96% da emoção dos campeonatos brasileiros. Linear, o clímax de Soberano é no início, com as sensacionais decisões por pênaltis contra Atlético Mineiro e Guarani. O resto é encheção de linguiça e jogo de Ceni. Mas mesmo assim vale a pena.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Títulos não-oficiais

Condenados a não darem volta olímpica em 2010, alguns clubes já conquistaram seus "títulos" no ano:

1. O Vasco, ao golear o Botafogo no Engenhão por 6 a 0.

2. O Palmeiras, que, desacreditado, bateu a sensação Santos em plena Vila Belmiro, pelo Paulistão (e ainda repetiu a dose ontem, mas sem a mesma repercussão e peso).

3. O achincalhado Flamengo, que conseguiu derrotar o incompetente Botafogo na quarta, mantendo um incrível tabu de DEZ ANOS sem perder para o rival em brasileiros.

domingo, 27 de junho de 2010

Copa tem upgrade

As oitavas têm sido pródigas em futebol e principalmente em emoção. Até a média de gols subiu.

A Coreia jogou melhor, mas o Uruguai teve mais cabeça. Com bons jogadores atrás (exceto o goleirão Muslera) e na frente, a Celeste não tem meio-campo. E por isso passa o jogo todo ou dando ou tomando sufoco.

EUA x Gana foi o duelo equilibrado que se esperava. Os yankees são simpáticos, mas não deu pra não vibrar com a paixão com que os ganeses, carregando o continente nas costas, encararam e ganharam o jogo. "This is Africa, man!", bradavam ao final da primeira prorrogação do mundial.

E o que dizer do jogaçalhaço de agora há pouco? Uma Alemanha que se impôs e foi duas vezes às redes com um pé nas costas. Uma Inglaterra empurrando o oponente contra as cordas e conseguindo empatar, quando nem o mais otimista súdito de sua majestade esperava... Ops! Eu disse empatar? Sim, se não fosse a miopia do bandeira, redimindo 1966.

Mas eu acho que uma vez validado o gol, os alemães ainda triunfariam. Não teriam o direito aos contra-ataques que configuraram a goleada, é verdade, mas se eles demonstram amplo domínio quando o placar estava igual, não tenho motivos pra achar que com um 2 x 2 a história seria diferente.

Os bretões merecem aplausos pela reacão heroica e pelo calor que conseguiram dar na Alemanha durante boa parte do jogo, mas venceu o melhor.