domingo, 27 de junho de 2010

Copa tem upgrade

As oitavas têm sido pródigas em futebol e principalmente em emoção. Até a média de gols subiu.

A Coreia jogou melhor, mas o Uruguai teve mais cabeça. Com bons jogadores atrás (exceto o goleirão Muslera) e na frente, a Celeste não tem meio-campo. E por isso passa o jogo todo ou dando ou tomando sufoco.

EUA x Gana foi o duelo equilibrado que se esperava. Os yankees são simpáticos, mas não deu pra não vibrar com a paixão com que os ganeses, carregando o continente nas costas, encararam e ganharam o jogo. "This is Africa, man!", bradavam ao final da primeira prorrogação do mundial.

E o que dizer do jogaçalhaço de agora há pouco? Uma Alemanha que se impôs e foi duas vezes às redes com um pé nas costas. Uma Inglaterra empurrando o oponente contra as cordas e conseguindo empatar, quando nem o mais otimista súdito de sua majestade esperava... Ops! Eu disse empatar? Sim, se não fosse a miopia do bandeira, redimindo 1966.

Mas eu acho que uma vez validado o gol, os alemães ainda triunfariam. Não teriam o direito aos contra-ataques que configuraram a goleada, é verdade, mas se eles demonstram amplo domínio quando o placar estava igual, não tenho motivos pra achar que com um 2 x 2 a história seria diferente.

Os bretões merecem aplausos pela reacão heroica e pelo calor que conseguiram dar na Alemanha durante boa parte do jogo, mas venceu o melhor.

domingo, 20 de junho de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Final antecipada

Hoje a bola rola para os primeiros 90 minutos da final antecipada da Copa do Brasil 2010, entre Grêmio e Santos.

Há exatos três anos, o Tricolor disputava com o Peixe um mata-mata da Libertadores 2007. O Grêmio, então comandado por Mano Menezes, ganhou o primeiro jogo por 2x0, no Olímpico. E logo no início do segundo jogo, Diego Souza, em uma belíssima jogada individual, meteu uma bala no ângulo do arqueiro santista. O Santos precisava de 4 gols para passar. Só fez três. E Luxemburgo, então técnico do Peixe, caiu mais uma vez para um time gaúcho.

Há semelhanças entre a decisão de 2007 e a de hoje. Em 2007, o Santos tinha o melhor ataque da Libertadores. Porém, como escrevi na época: “(...) se o time paulista tem o ataque mais positivo, é porque os números foram inflacionados pela má qualidade das equipes que ele enfrentou (...)”.

A qualidade do Santos é indiscutível. Mas até onde tantos gols provam a infinita superioridade do time da Vila? Para mim, este ano o Santos ainda não enfrentou um adversário organizado, que pudesse rivalizar em ataque e que tivesse uma defesa mais sólida. Chegou a hora.