Não foram só Diego Souza e Marcel que fizeram gols decisivos na rodada. Adriano e Thiago Silv
y também merecem ser lembrados pelos seus devidos tentos.
Um no sábado, outro no domingo. Dois artilheiros improváveis que ajudaram a tirar, respectivamente, Botafogo e Cruzeiro da briga pelo título.
Pelo menos para a crônica esportiva, ninguém mais pega Grêmio e Palmeiras.
E eu também acho. O Cruzeiro perdeu pontos para times de todos os escalões e não ganha já há algumas rodadas. A raposa está se reforçando, mas pode ser tarde. Já o alvinegro, apesar de se manter invicto há mais de um mês, tropeçou contra Vasco e Náutico, ambos com empates cedidos no finalzinho.
O que resta a ambos é manter seus postos. São Paulo, Flamengo e o surpreendente Coritiba de Thiago Silvy estão à espreita.
Assim, fica-se a sensação de que o G4 é o limite pro Botafogo. E ainda tem a Sul-Americana, subestimada por muitos, talvez pela maioria. Após o desastre contra o Náutico (esse recente algoz), logo apareceu quem botasse a culpa na decisão de escalar os titulares contra o Galo, na quarta.
O desgatse pode ter sido decisivo, sim. Mas seguir naquele torneio tem suas vantagens. Como o elenco ir se acostumando com o hostil futebol dos vizinhos, caso se confirme a vaga pra Liberta.
Sem falar que ser o primeiro brazuca a conquistar essa Série B da Libertadores seria a cereja do bolo, ainda mais pra uma torcida que tá entalada com o grito de "campeão" desde que o carrossel de Cuca fez dar gosto ver o time jogando.
Uma vaga no principal torneio do continente e a conquista do segundo maior seriam melhores que ganhar o Brasileiro?
Não, mas prêmio de consolação não deixa de ser prêmio.